sexta-feira, 24 de agosto de 2012

Cenografia




Todas às vezes que vamos ao cinema , à opera, ao balé e ao teatro ou assistimos qualquer programa de televisão, incluindo aí as novela, filmes publicitários, musicais, videoclipes e shows. Em todos os exemplos mencionados encontramos um elemento que está sempre presente e que os compõe de uma forma visual agradável de acordo com o espetáculo apresentado: a cenografia.

Então, um espetáculo é composto por vários elementos organizados e orquestrados de tal forma que o espectador possa assisti-lo no seu conjunto e consiga ser surpreendido pela mágica que se faz durante a apresentação. Podemos dizer que todo e qualquer tipo de espetáculo é o resultado de um trabalho coletivo.

Por exemplo, no espetáculo teatral, em geral a equipe é composta por vários profissionais especializados. O encenador ou diretor concebe o espetáculo como um todo( a partir do texto dramático a ser encenado ou de outra proposta sem uso do texto), dirige o trabalho dos atores e coordena todo o grupo. Os atores criam as personagem, ensaiam e atuam. O cenógrafo estuda o texto, ou pesquisa a proposta visual do espetáculo e cria a cenografia, acompanha a execução dos cenários pelos cenotécnicos, pintores ou outros profissionais ( como por exemplo os aderecistas, os que fazem os efeitos especiais, os carpinteiros, os ferreiros, etc.). O figurinista cria os figurinos e acompanha a sua execução pelas costureiras. O iluminador concebe, esquematiza e organiza, além de operar a luz do espetáculo. O programador visual cria o catálogo e o cartaz da peça. O sonoplasta pesquisa e experimenta o som. O coreógrafo - ou outro profissional especializado em expressão corporal - cria e coordena o movimento dos atores em cena. O visagista apresenta a maquiagem. Além de todos esses profissionais existe, ainda, uma equipe administrativa e de produção, responsável pela divulgação, pela compra de materiais, ferramentas, alimentos e objetos necessários, contratos e pagamentos, enfim, todas as questões ligadas a parte burocrática e financeira.

Ocorre com muita freqüência que diretores acumulem a função de cenógrafos ou de iluminador; ou cenógrafos que também fazem figurinos. Há muitos profissionais que atuam em várias áreas ao mesmo tempo. De qualquer forma, o espetáculo é sempre obra do trabalho conjunto de muitas pessoas que unem seus esforços e suas habilidades para montá-lo.

A formação de uma equipe de trabalho sempre depende da proposta e objetivos do espetáculo e muitas das vezes até de fatores como a quantidade da verba que a produção consegue captar. Por isso não há regras nem uma cartilha pronta de como tudo vai dá sempre certo: cada espetáculo é único na sua concepção e no seu resultado, ainda que seja o mesmo texto, cada vez que for encenado por um grupo diferente , com certeza esse espetáculo irremediavelmente será diferente. Além disso, no caso do teatro, mesmo depois de pronto o trabalho, cada apresentação é sempre " diferente" das anteriores, por que a relação que existe entre cena e público muda de acordo com este e com a disposição dos atores, que , não sendo objetos sem emoções, apresentam maneiras inesperadas e surpreendentes de se expressar em cada apresentação.

A cenografia, o figurino, a luz, a maquiagem, os adereços e, de certa forma, o ator são elementos visuais do espetáculo. A cenografia pode ser considerada uma composição sólida esteticamente agradável e funcional que preenche um espaço tridimensional - o lugar teatral. Utiliza-se de elementos básicos como cores, luzes , formas, volumes e linhas. Sendo uma composição apresenta peso, tensões, equilíbrio ou desequilíbrio, movimentos e contrastes.

Nunca se deve confundir cenografia com decoração, desing de ambientes. Cenografia é um elemento exclusivo e que só existe em função do espetáculo( teatral, cinematográfico,etc.), para que o ator, modelo, cantor e demais profissionais que dele se utilissem lhe dêem funcionalidade. Decoração é sinônimo de arquitetura, desing de interores, de ambientação de espaços funcionais para as atividades do dia-a dia.

Cada um dos espetáculos mencionados - cinema, ópera, balé, etc. - é diferente, tem proposta e objetivos diferentes, possui uma linguagem específica. Assim, como elemento desses espetáculos, a cenografia também tem propostas e objetivos adequados a cada espetáculo.

Fonte

Diretor de Arte


diretor de arte, ou editor de arte é o profissional que, geralmente, gerencia a atividade de design e concepção artística de um produto audiovisual, incorporando uma série de funções, em publicidadedesign editorialinternetvideogamescinema e propaganda.

PUBLICIDADE


Dentro da criação publicitária, o diretor de arte trabalha em conjunto com o redator, para a criação de peças publicitárias. Nesse sentido ele deve ter conhecimento em áreas como design gráfico, audiovisual, multimídia, (design editorial, web, TV).



Com o surgimento das Novas mídias esse profissional deve estar sempre buscando novos conhecimentos, pois a cada dia a publicidade se reinventa para atingir o consumidor de uma maneira mais eficaz.

INTERNET
Na web a figura do diretor de arte é ligada à concepção e execução de elementos de design na internet, como por exemplo banners, hot sites, websites etc. A principal atividade de um diretor de arte num projeto web é:
- Criar o Layout - Validar com o departamento de Desenvolvimento a viabilidade de um projeto;
- Sugerir animações, que são geralmente feitas por um Motion Designers ou pelos programadores;
- Cobrar dos desenvolvedores (equipe de programadores) a maior fidelidade possível com o layout inicial;
- Acompanhar e orientar o trabalho de fotografia e ilustração.

CINEMA E TELEVISÃO
Esse tipo de diretor de arte é o responsável pela concepção visual de toda a produção, seja filme, programa de TV ou anúncio. Cabe a ele orientar o trabalho da equipe de arte, que inclui o cenógrafo, o figurinista, o maquiador, o aderecista Produtor de Objetos, entre outros.
O chamado "production designer" seria "um titulo mais fantasioso para o diretor de arte", como disse o cineasta Sidney Lumet. No entanto, algumas vezes, o trabalho do "production designer" vai um pouco mais além do trabalho do diretor de arte. Esse fica responsável por todo o aspecto visual do filme, desde sets e figurino até efeitos especiais e trabalho de laboratório. O anglicismo "projetista de produção" (ou, às vezes, "desenhista de produção" ou ainda "designer de produção"), embora utilizado algumas vezes pela mídia, não foi incorporado ao vocabulário profissional da área de cinema e televisão nos países de língua portuguesa.



quinta-feira, 23 de agosto de 2012

Storyboard

Storyboard é um filme contado em quadros, um roteiro desenhado. Lembra uma história em quadrinhos sem balões. Mas existe uma diferença fundamental: apesar da semelhança de linguagem e recursos gráficos, uma história em quadrinhos é a realização definitiva de um projeto, enquanto que um storyboard é apenas uma etapa na visualização de algo que será realizado em outro meio. O story é um desenho-ferramenta, um auxiliar do cineasta.

Eisenstein, Fellini e Kurosawa desenhavam seus próprios stories. Na verdade, existe o storyboard que acompanha a produção de um filme, mais propriamente chamado “shooting board”, e o storyboard utilizado na fase de criação e no esforço de venda de um filme, mostrado e discutido junto a clientes e patrocinadores.

Assim, um storyboard cumpre três funções: 
1) ajuda os criadores a visualizar a estrutura do filme e discutir a sequência dos planos, os ângulos, o ritmo, a lógica do filme, as expressões e atitudes dos personagens;
2) ajuda a apresentar o roteiro para os responsáveis pela aprovação e liberação de verbas; 
3) orienta a produção do filme, lembrando aos realizadores o que realmente foi aprovado pelo patrocinador ou cliente.

Aqui, o story serve de documento firmado entre quem paga e quem faz.


Na publicidade, o storyboard era presença infalível em todas as grandes campanhas que envolviam filmes para TV, junto com seu parente próximo, a “mancha de layout” (desenho de anúncio ou qualquer material de campanha, colorido com pinceladas rápidas e sugestivas).

Há uma década o uso do story está em declínio. Hoje em dia existem muito mais recursos visuais para simular o resultado final de um filme, para fins de apresentação. A internet e os bancos de imagens são uma fonte aparentemente infindável de “pedaços da vida” com que são montadas as mensagens de consumo.

Alguns toques de Photoshop ou programa similar de tratamento de imagem, e obtêm-se uma representação próxima de como vai ficar o filme depois de pronto (ou o anúncio impresso).

O ilustrador de agência, “manchador” ou “layoutman”, enfrenta essa concorrência desde então. O mercado ficou menor; em contrapartida, parece que há menos profissionais habilitados para este trabalho, capazes de materializar um roteiro numa linguagem narrativa adequada, nos prazos que a publicidade exige.

Portanto, este acaba sendo um trabalho bastante especializado, raro e bem pago. Enquanto os programas simuladores de desenho não conseguirem fazer nada melhor do que bonecos parecidos com o Falcon (quem se lembra?), o ilustrador, artesão antiquado da Era de Ouro da publicidade, sobreviverá.



Fonte

História em quadrinhos - HQ


A primeira história em quadrinhos (HQ) moderna foi criada pelo artista americano Richard Outcault em 1895. "A linguagem das HQs, com a adoção de um personagem fixo, ação fragmentada em quadros e balõezinhos de texto, surgiu nos jornais sensacionalistas de Nova York com o Yellow Kid (‘Menino Amarelo’)", diz o historiador e jornalista Álvaro de Moya, autor do livro História da História em Quadrinhos. A tirinha de Outcault fez tanto sucesso que os grandes jornais nova-iorquinos entraram em pé de guerra para ter o Yellow Kid em suas páginas. Mas é claro que esse formato original para contar uma história não surgiu na cabeça de Outcault de uma hora para outra. Se a gente for buscar as primeiras raízes das HQs, podemos chegar às pinturas rupestres feitas pelos homens pré-históricos, que serviam para contar, por exemplo, como eram suas aventuras nas caçadas.

Os quadros das igrejas medievais que retratavam a via sacra - os últimos momentos da vida de Jesus na Terra - também podem ser considerados antepassados das tirinhas. A grande diferença é que esses ancestrais das HQs não tinham texto, os enredos eram desenvolvidos apenas com uma sequência de desenhos. "As histórias em quadrinhos constituem um meio de comunicação de massa que agrega dois códigos distintos para transmitir uma mensagem: o linguístico (texto) e o pictórico (imagem)", diz o pesquisador Waldomiro Vergueiro, coordenador do Núcleo de Pesquisa de História em Quadrinhos, da Universidade de São Paulo (USP). Foi só no século 19 que a coisa começou a mudar, com pioneiros como o suíço Rudolph Töpffer, o francês Georges Colomb e até o italiano Angelo Agostini, radicado no Brasil desde os 16 anos de idade.

Apesar de esses artistas terem criado trabalhos unindo texto e imagem anos antes de Yellow Kid, características importantes das HQs modernas, como o uso dos balõezinhos com as "falas", por exemplo, só surgiriam realmente nas tirinhas do personagem americano.

Por volta de 1550, elas tinham pouco texto e imagem e contavam a história dos santos e dos mártires da igreja Cristã. Devido a esta finalidade religiosa, também se imprimiam pequenas histórias para falar sobre religião e o amor de Deus. Tratava-se de histórias com algumas figuras impressas numa única página e uma narrativa bem fácil, com pouco texto, palavras simples, pois o alvo eram leitores que mal sabiam ler ou que tinham acabado de aprender a ler.

Os ingleses foram um dos primeiros a perceber que esse tipo de história com pouco texto e imagens podia servir para as crianças. Começaram, então, a colocar em seus jornais grandes ilustrações com pequenos textos dirigidos aos pais.A revistinha tal como a conhecemos hoje foi inventada em 1933. Era um tipo de livro com uma encadernação muito barata, presa por grampos, e foi inicialmente distribuída como brinde. Depois passou a ser vendida. A preço baixo, fácil de ler e de acompanhar, inspirada em personagens populares: essa foi a fórmula do sucesso das HQs!

Fontes: - -